Trump e um mundo em mudanças

Os quatro – possivelmente oito – anos de Trump acabam de começar, junto com este 20 de janeiro de 2017. Muitas previsões foram apontadas, com a tendência destas indicando pra isso ter sido uma má ideia. Mas essa é a democracia, e é preciso aceitá-la em suas regras de representatividade popular, pois seu substitutivo (a discricionariedade da concentração de poder) é, por incrível que pareça, pior.

Estamos vivendo tempos de diminuição das relações entre países, de um olhar mais focado na tomada de decisão dos países individualmente do que em grandes grupos, como outrora – Brexit e Trump são realidades, Marine Le Pen tem chances consideráveis de se eleger na França e o ideal de integração social de Angela Merkel pode ser derrotado nas próximas eleições alemãs -, além de um questionamento profundo sobre a liberdade que se ergueu pelo mundo no pós-muro-de-Berlim.

Se isso é bom ou ruim, realmente vamos descobrir com o tempo. Mas é preciso analisar friamente: tais movimentos são oriundos da vontade da maioria, o que significa que o conservadorismo é o novo pop; e, além disso, pode ser que saia melhor que a encomenda – lembre-se que todo ano temos previsões catastróficas para quase todos os assuntos, o que não significa que o mundo realmente esteja acabando.

Daqui a cinco ou dez anos poderemos analisar com cautela o período atual, distantes da euforia que existe atualmente, o que nos permitirá chegar a conclusões mais diretas sobre o que se passa hoje. Independente de onde as decisões mundiais de hoje nos levarão, é notável que estamos passando por uma mudança de rota. A tal da globalização está cedendo espaço para o nacionalismo – inclusive o primeiro ato de Trump foi, hoje, criar o dia do patriotismo. Acompanhemos!

Por Caio Augusto | Editor do Terraço Econômico

– Escrito e publicado na página do Terraço Econômico em 20/01/2017: https://www.facebook.com/terracoeconomico/posts/1430025273714945

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