Apoie a Reforma #4 no Terraço em Quinze Minutos #108

Lucas Goldstein, Caio Augusto e Paulo André entrevistam a economista Ana Carla Abrão, head do escritório da Oliver Wyman no Brasil, sobre a Reforma da Previdência, com as questões:

– É indiscutível que a desigualdade de gênero é um tema cada vez mais importante para a nossa sociedade. Em relação à essa questão na reforma da Previdência, observamos idades mínimas diferentes para homens e mulheres. Essa diferença se justifica? Como a reforma da previdência, no geral, impactaria as mulheres?

– Nosso país é cheio de peculiaridades regionais e profissões que demandam esforços diferentes (em termos intelectuais e de força física). Algumas críticas de se ter um regime nacional unificado vão nessa direção, das diferenças existentes. Ainda assim, as expectativas de vida ao nascer e ao completar 60 anos são, em todas as regiões do país, superiores ao que se pretende ter como idades mínimas. O que você acha da diferença dada para categorias (professores, militares)? Ela é socialmente justa?

– A ausência de Estados e Municípios tem um certo viés eleitoral – ninguém quer ficar com esse “peso” de ter aprovado uma reforma dessas consigo. Governadores e Prefeitos querem passar a bola para o Legislativo Federal, enquanto membros deste, querendo cargos no Executivo dos outros entes, também evitam tocar no assunto. Para você, qual a vantagem de ter um sistema unificado de previdência e qual o maior problema disso não vir a ocorrer?

– Quando atingimos idades avançadas, o cuidado com a saúde se torna cada vez mais importante. Paradoxalmente, os gastos previdenciários representam uma parcela cada vez maior do orçamento público e cuidar do idoso não significa apenas pagar aposentadorias. Como equalizar esse problema, considerando, por exemplo, que as mulheres vivem por mais tempo e estão sujeitas às problemas específicos de saúde nessa fase da vida?

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