O que é ESG?

ESG é a sigla para Enviromental, Social and Governance. Essa sigla representa uma nova ótica em relação a como empresas e investimentos devem ser analisados. A partir dessa nova visão, os resultados financeiros, antes levados em conta como principal (quando não o único) fator de análise, passam a se juntar também aos impactos que a empresa tem no meio ambiente, no lado social e na governança corporativa.

Veja o que vamos abordar:
O que é ESG?
Por que essas práticas são importantes?
Quais os efeitos do aumento dessa busca?
Você vai ouvir cada vez mais sobre isso!
Carteira Recomendada ESG

O que é ESG?

Cada uma das três letras traz consigo um conjunto de questionamentos diferentes e busca, dessa maneira, responder a essas demandas:

E – Enviromental (Ambiental): Qual a pegada ecológica da empresa? Como ela lida com as gestão dos resíduos que gera? Sua atuação contribui para as mudanças climáticas?

S – Social: Os direitos trabalhistas estão sendo respeitados? A segurança do trabalho é adequada? Existe diversidade no quadro de colaboradores? Como funciona o relacionamento com a comunidade em que a empresa se insere?

G – Governance (Governança): Quais são as políticas anticorrupção da empresa? Há diversidade no conselho administrativo? Como funciona o sistema de práticas que controla a empresa?

Esse trio de letras traz para os mercados a necessidade de analisar os investimentos com base em uma tríade mais ampla do que a clássica “estamos apenas de olho no resultado para os nossos acionistas”. Isso ocorre porque, diante de momentos como o atual em que temos mudanças bruscas, fica claro que a responsabilidade da tomada de decisão das empresas vai muito além dos seus colaboradores e instalações físicas. Tal percepção já ocorria anteriormente, mas com esse movimento passa a ser institucionalizada.

Importante dizer que a visão de rentabilidade financeira não é abandonada aqui, ela só deixa de ser o único ponto a ser observado no momento de tomar a decisão de realizar o investimento.

Por que essas práticas são importantes?

Basicamente estão envolvidos com o ganho de relevância do ESG os acontecimentos que colocam à prova a necessidade de estarmos atentos aos impactos das empresas de uma maneira global.

Podemos citar três episódios ou conjuntos de motivos dos últimos anos como sendo bastante relevantes, em ordem crescente de impacto, para que tal conjunto de práticas tenha adquirido tanta importância por aqui.

Corrupção: o desnudar de escândalos promovido por operações como a Lava Jato colocou na mesa o questionamento sobre como as empresas se relacionavam com o poder público. Tendo em vista isso, diversas empresas nos últimos anos começaram a investir em programas anticorrupção. Importante notar que isso não só tem a ver com a ideia de se proteger de eventuais danos como também a existência da Lei Anticorrupção (a 12.846/2013) que coloca sanções que podem ir até 20% do faturamento bruto da empresa que se envolver em crimes junto a qualquer instância do setor público.

Para se ter ideia de como essas políticas de compliance importam, vejamos um exemplo corriqueiro que pode impactar a empresa em que você trabalha ou gere recursos e talvez não seja de seu conhecimento: se um motorista que transporta os produtos de sua empresa é parado por um guarda na estrada e, diante de uma irregularidade (um farol queimado, por exemplo) decide tentar subornar esse policial para evitar uma multa, tal tentativa pode enquadrar o CNPJ representado pelo trabalhador nessa lei. Por essas e outras que, sim, o compliance deve ser para toda a empresa, em toda a sua extensão.

Desastres ambientais da Valeem apenas três anos a Vale se envolveu em duas tragédias ambientais de grande magnitude envolvendo suas barragens de rejeitos de minérios. Brumadinho e Mariana estamparam jornais pelo mundo destacando a incompetência da empresa em ter lidado com esse aspecto. Acidente ou irresponsabilidade, o ponto é que uma ocorrência dessas já é péssimo, duas então, ainda mais em um intervalo tão curto de tempo, passa um péssimo sinal. E, após esses acontecimentos, o investidor passou a pressionar por transparência nas políticas ambientais.

Coronavírus: como não podia deixar de ser, temos aqui a pandemia atual mostrando mais uma contribuição. Desta vez, a ideia está em verificar como as empresas se adaptam para momentos de grande instabilidade, o que envolve muito mais do que simplesmente alocar os colaboradores em home office, também leva em conta como a empresa vai seguir se adequando às próprias políticas em uma realidade que, a depender do setor, terá sido alterada permanentemente.

Quais os efeitos do aumento dessa busca?

O interesse maior por investimentos que levem em conta o ESG tem se mostrado no exterior como uma ideia bastante atrativa: os fundos que levam em conta a sigla tiveram entrada líquida de capital de US$71 bilhões durante o período mais agudo da crise (o que fez com que chegassem a US$1 trilhão de valor total globalmente). Antes mesmo dessa entrada forte de capital, temos que esses fundos tiveram em 2019 desempenho superior ao do mercado como um todo.

Na crise atual os fundos ESG mais antigos superaram os mais recentes em desempenho e, em um panorama geral, os resultados mais resilientes de empresas com essas características estão ampliando ainda mais o interesse por alocações deste tipo. Isso sem contar que o maior fundo de pensão do mundo, o Fundo de Pensão do Governo do Japão, decidiu priorizar investimentos deste tipo.

Aqui no Brasil já sentimos também os efeitos: desde o mês passado temos o Índice S&P/B3 Brasil ESG, que agrega 96 ações de empresas que respeitam esse conjunto de práticas. Importante apontar também que a Guide também tem uma carteira indicada nesse aspecto.

Importante salientar que nem tudo são flores e ainda estamos caminhando. Um caso que chamou a atenção recentemente por colocar em cheque a questão da governança foi o da tentativa de aquisição da Linx pela Stone. Independente do quanto você saiba sobre esse caso, o ponto é: para além de um conjunto de políticas que atraem a atenção (e os fluxos de capital), precisamos estar atentos aos testes práticos que são impostos. A realidade bate com muito mais firmeza que as intenções puras e simples.

Você vai ouvir cada vez mais sobre isso!

Provavelmente você já se perguntou nesse período todo sobre o que, passando isso tudo, entrará num “novo normal” e o que voltará a ser como era antes. Pelo visto, um dos aspectos que entrará para um novo caminho é justamente o olhar para as empresas que leve em conta a tríade ESG.

Não necessariamente porque devemos esperar viver grandes cisnes negros como esse com maior frequência, mas sim porque, além de ser esse olhar mais responsável com o todo, ele também leva em conta uma resiliência que, no fim do dia, deixa tudo ainda mais rentável.

Ganham todos dessa maneira: os acionistas, os colaboradores da empresa e o mundo. Esse ganha-ganha geral vai fazer com que, tal qual uma outra sigla de três letras (o PIX), você ouça, veja e leia cada vez mais sobre ESG por aí.

A Guide também está montando uma carteira recomendada com empresas ESG. Leia mais sobre esse assunto e comece a investir em empresas ESG.

 

Publicado no Blog da Guide Investimentos em 14/09/2020

O Diabo Veste Prada e suas decisões na carreira

Continuando a série de indicações nesta coluna, que já contou com filmes (como Moneyball), livros (como Axiomas de Zurique e Capitalismo de Laços) e até documentários (como Enron: os mais espertos da sala), hoje vamos com mais um filme, o notável O Diabo Veste Prada.

Este filme de 2006 conta a história de uma jornalista que consegue um emprego na revista de moda mais badalada de Nova York, chamada Runway. Essa jornalista é Andrea Sachs (interpretada por Anne Hathaway). Sua chefe, a temida Miranda Priestly (Meryl Streep é quem dá a vida a essa personagem), parece passar uma imagem constante de medo em todos que a cercam. Interessante notar que o filme teve inspiração em histórias reais da autora, Lauren Weisberger, que teve uma chefe na revista Vogue chamada Anna Wintour.

O ambiente molda você, saiba manter suas essências

Logo no início do filme vemos Andy Sachs indo a uma entrevista de emprego na revista de moda. Vestindo-se como estava acostumada a fazer todos os dias em seus empregos anteriores, logo ao chegar já escuta ironias de quem a recebe por esse motivo, possivelmente não estar bem vestida o suficiente para aquela ocasião. E então vai para a entrevista, cujo cargo alçado era o de ser assistente de Priestly, a qual ela não conhecia.

A cena do primeiro encontro das duas é interessante de se ver. Alguém que não tem muito tempo a perder diante de outra pessoa que desejava muito uma oportunidade. Quase sendo ignorada, Sachs direciona que estava ali, mesmo não pertencendo àquele mundo, porque era inteligente e queria uma chance. Possivelmente não teria tido tal chance se tivesse desistido diante da primeira balançada de cabeça de Priestly – que acontece em literalmente menos de um minuto da cena.

Ao longo do filme vemos uma adaptação cada vez maior de Sachs ao mundo em que passou a se inserir. Suas roupas, o que ela passou a se atentar mais, tudo parece que estava diferente. Essa mudança passou a ser notada por seu namorado e também por seus amigos, que não levavam muito a sério essa “nova Andrea” que havia surgido.

Vida profissional e vida pessoal: há equilíbrio possível?

Em um momento que certamente foi bem pensado pelo roteiro – dado o assunto que trata e a música ao fundo -, Sachs comenta a Nigel (interpretado por Stanley Tucci) que não estava muito bem naquele dia porque tinha problemas com sua vida pessoal ocorrendo. Quando ouve dele algo que faz pensar um bocado: “isso acontece quando se está saindo bem no trabalho”. Em um mundo em que essas barreiras praticamente inexistem, especialmente agora com o Home Office e a sensação de que trabalhamos 24 horas por dia, temos que esse embate entre “as duas vidas” que vivemos é cada vez maior.

Evitando ao máximo dar spoilers, mas lembrando do que esse embate significa em termos práticos, durante o filme algumas escolhas duras são feitas por Sachs justamente levando em conta as diferenças que via entre o mundo profissional e pessoal. E isso é um lembrete importante a todos nós: a vida é mesmo feita de escolhas.

Tão importante quanto saber o que queremos fazer é delimitar as linhas do que não queremos e não iremos fazer de forma alguma. Isso é válido para qualquer tipo de relação e, levando em conta a fluidez existente entre pessoal e trabalho, é preciso saber fazer escolhas acertadas, ao menos na maioria das vezes, para não ser aquela pessoa no futuro que se arrepende por não ter tido uma bela família ou ter parado na escada profissional bem abaixo do que seu potencial lhe entregaria de verdade.

Experiências contam muito, não as despreze

Em diversos momentos do filme as personagens ao redor de Priestly passam por situações surreais que chegam a impressionar. Uma delas, por exemplo, é a missão quase impossível dada a Sachs de conseguir o manuscrito do próximo Harry Potter para as filhas de Miranda lerem durante uma viagem de trem que estavam para fazer.

Outro momento que parece uma cacetada grátis é quando, diante de escolhas a respeito de uma cor que estavam sendo feitas para um desfile que se aproximava, Sachs não conseguiu entender tamanha celeuma e riu diante daquilo. A reação de Priestly soa quase a um tapa físico em relação àquela risada. E é aqui que temos um ponto interessante a ser olhado: estar ao redor de pessoas que são de fato destacadas no que fazem acaba por ser enriquecedor ainda que elas não sejam especialistas no bom trato pessoal. Pode ser que você não queira lidar com isso pra sempre, mas não é de todo ruim que passe por algumas experiências do tipo.

Importante notar aqui que falamos do que realmente tem alguma razoabilidade, do que agrega mesmo em termos profissionais. Em praticamente todas as cenas em que algo assim acontece no filme, Miranda sempre coloca alguma justificativa (que pode parecer insanidade, como conseguir um voo de Miami para Nova York de última hora em meio a uma tempestade tropical) para o que está pedindo. Aceitar o que não é razoável ou é meramente baseado em um rebaixar profissional – como parece ter sido o caso em uma revista brasileira, segundo relatos recentemente divulgados – acaba fazendo mesmo é mal.

Há sim uma linha tênue entre o profissionalismo sem rodeios e eventuais abusos. Mas é aí que você deve aprender em seu campo profissional com as experiências que viver e quais as linhas que você acredita que não devem ser cruzadas.

Prove-se com ações e aprenda a aceitar feedback

Esses dois pontos aqui costumam dar um nó na garganta de vez em quando. Muito provavelmente você já passou em sua carreira por momentos em que se questionou “por que alguém está recebendo crédito por ações que eu realizo?”. Ou, mais complicado ainda, “por que ninguém está entendendo as mensagens que estou passando verbalmente?”.

No mundo profissional, é ideal que você entregue resultados, e não justificativas para apontar como eles não vieram a acontecer. E, tanto quanto eles acontecem como quando não acontecem, é preciso estar preparado para a resposta que se receberá em relação a isso, o tão temido (embora ninguém admita) feedback.

Pode parecer desanimador pensar dessa maneira, mas em termos profissionais, ao longo do tempo com diversas entregas você consegue provar a todos uma das duas seguintes coisas: que há uma razão grande para ser promovido ou para deixar aquele lugar porque não estão mesmo reconhecendo o quanto você entrega. Qualquer que seja a situação, depende, mais uma vez, das linhas que você traça sobre o que deseja e o que não deseja para sua carreira e, é claro, pelos feedbacks que vai recebendo durante ela.

Tome decisões ou elas tomam você

Dentre as diversas lições sobre carreira profissional deste filme, a que escolhemos para encerrar esse artigo é talvez a mais direta. Toda decisão precisa ser tomada por alguém: ou nós a tomamos ou alguém toma e chega até nós como algo “dado e resolvido”. Não se trata aqui se “querer ser quem toma as decisões”, mas, desculpe a insistência, mais uma vez saber quais coisas você está e quais não está disposto a fazer.

Quando uma decisão é tomada por você ou por alguém, aos poucos um rumo vai sendo definido. Pode parecer pesada essa pergunta para uma sexta-feira, mas: você está atento a isso ou está no modo Zeca Pagodinho (deixando a vida te levar)? Afinal, para quem não tem planos, qualquer coisa serve.

Recomendamos que você assista o filme não apenas uma vez, mas todas as vezes em que, em sua carreira profissional, você se deparar com delicadas e importantes escolhas. Refletir sobre o caminho que se toma é o melhor jeito de não se arrepender no futuro pelo que fez ou pelo que se deixou de fazer.

 

Publicado no Blog da Guide Investimentos em 11/09/2020

O silêncio dos perdedores

Nos capítulos anteriores…

O ano era 2019. Para além de um movimento considerável de queda da Selic – começou 2019 em 6,5% e terminou o ano em 4,5% -, o que vimos foi uma vultosa valorização do Ibovespa: 31,58% em apenas um ano, batendo o martelo final aos 115 mil pontos. Definitivamente a escolha entre 4,5% e 31,58% é fácil: todos os caminhos levavam à bolsa.

Tudo parecia um mar de rosas. Literalmente você deve conhecer alguém que, se não o fez, ao menos falou que se aposentaria de seu emprego para passar o dia olhando as cotações da bolsa. Não à toa, o número de investidores pessoa física da Bolsa saltou para 3 milhões em 2020. Em 2018, eram menos de 800 mil CPFs na bolsa.

Foi aí que um daqueles acontecimentos que ninguém espera – mas que acontecem de tempos em tempos – aconteceu. O coronavírus, que já vinha mostrando seus efeitos na Ásia e na Europa, desembarcou por aqui. Os mercados que já estavam assustados em um ritmo cada vez maior desde fevereiro entraram em pânico. Resultado? Queda de 29,90% em um mês, o temido março de 2020.

Sim, observamos um movimento de recuperação desde que o fundo do poço foi alcançado. Ainda assim, sabe quanto tivemos de rendimento para o Ibovespa no acumulado deste ano até agosto? -14,07%. Pois é: mesmo a surrada Selic, em atuais 2% ao ano, está dando uma surra naquele índice que “matou a renda fixa” em 2019.

É claro que o índice representa o agregado de todas as ações e sim, tivemos recuperação em algumas delas. Mas temos nesses dados até então apresentados uma possibilidade imensa: o pessoal dos trades vencedores de 2019 estão em um cemitério conhecido do mercado agora – o dos perdedores. Ou você acredita que na mesma velocidade em que te contam “bater o mercado” te dizem que o dinheiro simplesmente sumiu?

“Tá, mas eu ainda acho a Selic baixa… E agora?”

Fique tranquilo, leitor. Não iremos sugerir a você que abandone toda a renda variável em prol de aportes sem medo na Selic. Mas, levando em conta que você já tem uma reserva de emergência e está procurando alternativas para investir seu dinheiro, de fato é hora de pensar em alternativas melhores.

Com esse cenário nunca antes visto por aqui de redução de taxa de juros, o brasileiro médio está se deparando com uma realidade que já existe nos mercados mais desenvolvidos: não há retorno que não envolva ao menos um pouco mais de risco. Mais diretamente: aquele “1% ao mês no seu bolso sem esforço” que se tinha com uma Selic consistentemente em dois dígitos parece que foi embora pra nunca mais voltar.

Com esse escoamento de dinheiro veremos diversos mercados tirarem ideias do papel e colocá-las em realidade. E é nesse momento que muitas oportunidades ficam disponíveis.

Já falamos aqui nesta coluna sobre algumas delas: o setor imobiliário, o investimento em startups através do equity crowdfunding e até mesmo a busca de retornos por meio de royalties musicais. Esses são os chamados ativos da economia real e, para além dos mercados financeiros e da dívida pública, verão ainda uma quantidade imensa de dinheiro escoando para eles.

Quanto? Bem, não custa lembrar que a alocação mais tradicional do Brasil, a Poupança, tem um estoque atual de recursos (considerando o mês de agosto/2020) de R$986,78 bilhões. Não é razoável supor que todos esses recursos sairão dali, até porque mais de 80% dos brasileiros preferem essa alocação, mas pense o que aconteceria com talvez um quarto desses recursos indo a outros mercados.

Ativos reais x Ativos financeiros

Não é nossa intenção aqui rivalizar os dois tipos, mas colocar na mesa a diferença entre eles. Ativos financeiros são aqueles cujo controle não está necessariamente nas mãos do investidor, tendo certo distanciamento entre o dinheiro que entra e aquele que volta após investido. Já os ativos reais são aqueles que, ligados diretamente a economia real, trazem uma correlação direta aos movimentos dessa.

Qual é o melhor? Na dúvida, esteja em ambos. Mas saiba que, ainda que em espaços curtos de tempo os investimentos financeiros possam entregar resultados fabulosos, em casos de correções – esperadas ou fora da curva – o susto pode ser razoável. Isso geralmente não pode ser dito dos ativos reais que, estando ligados a economia real, podem sim passar por correções, mas seguirão ali fornecendo certa segurança – e, claro, rentabilidade acima do juro básico da economia (SELIC).

Um exemplo bastante direto: durante uma forte oscilação de cenários, estar em um Fundo de Investimento Imobiliário pode te render um susto porque um grande locador decide sair e o fundo desaba; caso a ideia seja deter imóveis diretamente, ainda que com o trabalho adicional que isso geraria, diante de uma grande correção basta você segurar o ativo e seguirá o tendo, podendo auferir ganhos maiores.

Ou, de outro modo: um fundo imobiliário pode vir a quebrar, seus imóveis, bem, só se intempéries da natureza ou outros eventos fora da curva literalmente os destruírem.

É claro que acima demos apenas um exemplo. Mas é válido parar pra pensar na diferença entre ativos reais – que estão de alguma forma “sempre presentes” – e ativos financeiros – podem oferecer uma volatilidade que nem todo investidor está preparado para lidar.

É hora de arriscar! Com cuidado, é claro

De novo, a triste notícia: no atual cenário não existe mais o já conhecido “1% no bolso sem esforço” de outros tempos, então se você quiser buscar algum retorno que seja próximo a isso, terá de colocar seu dinheiro em algum local com mais risco. Mas temos aqui a boa notícia: alternativas para isso não faltam hoje, sobretudo no mundo dos ativos reais.

Aliás, nossos parceiros da Hurst Capital fizeram um vídeo para que você reflita sobre a diferença entre os dois tipos de ativos.

Vale a pena estudar o que é melhor de ser feito com seu dinheiro agora que a Selic não é mais aquelas coisas. O que não vale é ignorar todas as possibilidades de fazer mais com seu dinheiro que existem agora!

Ah, e claro: cuidado com aquelas histórias de enriquecimento rápido e trades sempre vencedores. Os perdedores, escanteados pelo mercado que quer mostrar apenas o lado do glamour e riqueza, estão sempre ali: quietos, mas estão lá. Nunca se esqueça disso.

 

Publicado no Terraço Econômico em 12/09/2020

SELIC BAIXA AJUDA NO QUÊ? no TerraçoCast #195

Nesta edição, Caio Augusto acompanha Rachel de Sá, Renata Velloso e Victor Candido sobre os seguintes assuntos:

– Rachel, qual a diferença que a Selic baixinha nos níveis atuais faz, na prática?

– Renata, apresente para nossos queridos ouvintes o Boletim Internacional (que, neste ano, é praticamente dominado por novidades sobre o coronavírus, o já consagrado CoronaNews);

– Victor, a respeito do IPCA: o que deveria estar sendo olhado e não está? De novo, pra não ter dúvida: inflação tá ou não fora de controle?

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O QUE É GLASS CEILING? no TerraçoCast #194

Neste episódio especial, Caio Augusto recebe Nathalia Oliveira, profissional do mercado de seguros e representante da Associação das Mulheres do Mercado de Seguros (AMMS), sobre os seguintes assuntos:

– Nathalia, o que é Glass Ceiling ou Teto de Vidro? E quais são os dados para o Brasil em relação a mulheres no mercado de trabalho?

– Como podemos verificar a ocorrência prática desse fenômeno?

– É possível mudar essa realidade, “quebrar” o Teto de Vidro? O que podemos ver acontecendo nessa direção?

Link para o estudo realizado pela Nathalia: http://engemausp.submissao.com.br/18/anais/resumo.php?cod_trabalho=335

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Moneyball: aprenda a mudar o jogo

Seguindo a sequência de indicações da coluna do Terraço Econômico aqui no Guia Financeirohoje trazemos o filme Moneyball: O homem que mudou o jogo. Não pretende ser este artigo um resumo do filme, mas sim um apanhado dos ensinamentos mais notáveis que ele traz.

A obra, de 2011, conta a história real de um time de baseball que, entre 2001 e 2002 conseguiu um feito histórico: vencer uma quantidade tão grande de partidas de maneira seguida que marcou um recorde para a liga profissional do esporte. Se isso levou ou não o time a vencer o campeonato, seria spoiler nosso te contar, assista ao filme e descubra. Aqui iremos apresentar algumas das tantas mensagens valiosas dele.

Dentre todos os personagens do filme, vamos concentrar os esforços de análise sobre os dois que mais agregam ao conjuntoBilly Beane (interpretado por Brad Pitt) e Peter Brand (interpretado por Jonah Hill). Beane é um ex jogador de baseball que comanda a gestão do time Oakland Athletics e Brand é um egresso de Economia em Yale que tem um método peculiar de seleção de jogadores, baseado em modelos matemáticos que levam em conta as características principais de ação deles em jogo.

Importante apontar desde já que tratam-se de direcionamentos positivos para a vida, para os negócios e também para os investimentos, o que provavelmente faz com que esse filme seja um daqueles em que você não deve tirar todas as lições assistindo-o apenas uma vez. Vamos então à elas.

Saiba fazer as perguntas certas

A maior tentação que existe diante de um problema, qualquer que seja ele, é abraçar a retórica fácil de que ou as coisas estão muito difíceis, ou o mundo conspira contra você ou mesmo que não escutam suas soluções. Mas, já parou pra pensar que você pode mesmo estar errando em não fazer as perguntas corretas?

O primeiro passo da resolução de um problema é o correto diagnóstico dele, pois é deste ponto que se pode observar o tamanho real do desafio a ser enfrentado para que ele seja superado.

No filme, o time acabou de perder grandes atletas, que receberam ofertas melhores de times maiores. O desafio era como fazer para então substituir esses atletas, não só pelo aspecto de jogabilidade como também perante aos fãs – que não querem desconhecidos, mas sim figuras marcadas e que consigam desempenhar bem seus papéis.

Mas, no fundo, será que o problema era substituir os jogadores ou o que eles entregavam em campo? As figuras que representavam ou os resultados que ajudavam a chegar?

Se você não sabe de algo, encontre quem sabe

Durante o filme vemos que há uma busca por novos jogadores que substituir as entregas de algumas pratas da casa que haviam saído. Beane, quase fechando uma nova contratação, vê que um cara discreto que estava no canto da sala muda a decisão que estava sendo acertada e impede a contratação quase certa de um jogador apenas com algumas palavras que fala a outro homem que estava ali. Curioso para saber o que havia sido dito, após a reunião ele procura esse homem e descobre que é Brand.

Os dois desenvolvem uma conversa e, nessa, a curiosidade de Beane sobre o que havia sido falado por Brand enfim encontra uma resposta: “falei que gosto daquele jogador e que não seria boa ideia vendê-lo”. Isso desencadeou outra pergunta (lembre-se da importância de saber as perguntas certas): “e por que você acha isso?”. Nesse momento Brand explica que tem um olhar específico sobre o que os jogadores entregam.

Esse olhar diferente era levar em consideração características objetivas de jogo de diferentes jogadores e inseri-las em um modelo matemático que indicava quem eram de fato os melhores jogadores. A melhor parte? Como até então a ideia era “seguir o feeling dos olheiros do esporte”, nessa visão mais criteriosa alguns jogadores que não eram tão atraentes aos olhos gerais (e, dessa maneira, estavam disponíveis a baixos preços para aquisição) podiam se transformar em joias da coroa daquele time em transformação.

O encontro de Beane e Brand é a grande faísca que dá mote ao filme.

Olhe pelo que deve ser olhado de fato – e faça com que vejam o mesmo que você

Difícil encontrar quem nunca passou pela situação de, ao chegar com uma solução inovadora e com justificativas plausíveis de sucesso, ouvir de quem já está lá algo como “eu tenho a experiência e você só tem uma novidade tola, por qual motivo deveríamos te ouvir?”. É claro que nem toda ideia nova será boa o suficiente para superar o que já existe, mas caso você tenha com claridade o que precisa ser observado, alinhe as visões de quem precisa concordar com você.

Essa situação ocorre no filme quando o gestor do time apresenta o jovem economista de Yale. Seria a experiência de décadas de alguns olheiros do time suplantada por um modelo matemático recém-chegado?

Provavelmente na vida real a questão não foi tão pontual como mostrado no filme, mas a ideia foi: precisamos alcançar determinados objetivos e isso apenas acontece se levarmos em conta características específicas dos jogadores – e não o bom e velho “eu acho e sinto que esse é dos bons”.

Ah, e alinhar a visão é fundamental: de nada adianta montar gerencialmente um plano que tenha de fato muito sentido e lógica se taticamente ele for tido como algo intangível, maluco ou mesmo que não valha a pena a ser executado. Mais do que dizer que tem que ser feito “porque é uma ordem” procure sempre deixar os executores ao seu lado no aspecto “é naquele ponto ali que todos devemos chegar”.

Seja humilde, reconheça suas limitações

Um dos pontos de resistência de qualquer organização ou relação social é justamente colocar à prova aquilo que você acredita, principalmente se isso tiver sido construído ao longo de um tempo considerável e estiver sendo questionado por alguém que acabou de chegar.

Porém, tão importante quanto saber defender seu ponto é reconhecer que algo novo faz mais sentido e pode sim ser mais eficiente. Não é algo fácil nem trivial, mas necessário. Afinal de contas, você se importa mais em dar o nome a um jogo perdedor ou erguer a taça junto de quem deu a ideia melhor?

Faça o melhor com o que você tem, não com o que sonharia ter

Idealizar, alçar mentalmente voos mais amplos, não é pecado algum. Porém, é no campo da realidade que as situações acontecem de fato e você precisa tomar decisões palpáveis que, no fim do dia, nem sempre serão as mais fáceis do mundo.

Em partes diferentes do filme isso é colocado na mesa. Em algum momento seria a falta de recursos financeiros para a contratação de atletas, em outro a dificuldade de demitir alguém que já não se encaixa mais no elenco e, ainda, o problema em fazer com que o plano seja seguido.

Levando em conta que você tem uma situação, com determinados agentes, recursos e possibilidades, aja como tal. O mundo realmente não está ligando para suas dificuldades ou com os “se’s” mentais estabelecidos, mas sim quer ver o que você consegue com o que tem nas mãos.

Não faça as coisas apenas pelo dinheiro

Uma das decisões mais importantes tomadas na vida por Beane durante sua juventude levou em conta puramente cifras financeiras – e outra que ele não tomará ao final do filme mostra que ele aprendeu que na vida, em termos gerais, não devemos tomar decisões apenas pelo dinheiro. Este que vos escreve se segurou bastante para não dar esses dois spoilers mas faz aqui novamente a forte recomendação de que você assista o filme, pois entenderá com facilidade este trecho após isso.

Este ponto pode ser contra intuitivo para alguns leitores que talvez acreditem que necessariamente se mais dinheiro tiver envolvido melhores possibilidades estarão na mesa. Mas tenha em mente que é sim válido colocar diversos aspectos na balança – dentre eles o dinheiro, mas não somente ele – ao tomar grandes decisões na vida. Mais dinheiro não garantirá, por exemplo, necessariamente maior satisfação.

Tudo é um processo: aproveite a vista

Aparentemente todos os times em qualquer competição objetivam única e exclusivamente vencer os campeonatos que disputam. Seria ilógico discordar dessa ideia, afinal de contas, ninguém entra “para perder”.

Porém, o que você não pode se esquecer é que, independente do resultado que se alcance, os processos podem levar você a uma noite de champanhe e fogos de artifício ou a uma ressaca moral que provavelmente ensina muito mais do que as taças que você não se lembra mais.

Como diria aquela clássica canção da banda Pato Fu: “As brigas que ganhei nenhum troféu pra casa eu levei / As brigas que perdi, essas sim, eu nunca esqueci”.

Passando por uma vitória – ou mesmo a maior sequência de vitórias da história, como no filme – ou mesmo uma derrota, veja o quanto você aprendeu no final. Isso porque, seja em sua vida profissional, pessoal ou nos seus investimentos, derrotas e vitórias acontecerão o tempo todo e o máximo que você pode fazer é aprender a como não cair em velhas arapucas (pela raiva da derrota ou pela empolgação da vitória).

São tantas lições que…

… provavelmente você já deve ter notado que este artigo ficou maior do que a média destes dessa coluna.

Em uma tentativa cirúrgica de não entregar pontos do filme mas sim pontos de atenção do mesmo, encerramos agora indicando mais uma vez ao leitor esse filme.

Provavelmente não será o melhor filme que você verá na vida. Mas a quantidade de toques que ele pode te dar em um sentido amplo pode colocá-lo como seu próximo filme de cabeceira.

 

Publicado no Blog da Guide Investimentos em 04/09/2020

PLOA 2021: ORÇAMENTO ESGOTADO no TerraçoCast #193

Nesta edição, Caio Augusto acompanha Rachel de Sá, Renata Velloso e Victor Candido sobre os seguintes assuntos:

– Rachel, o governo entregou a PLOA. Pra quem não tem nem ideia, nos ajuda com o que é isso e que mensagens passou nessse ano;

– Renata, apresente para nossos queridos ouvintes o Boletim Internacional (que, neste ano, é praticamente dominado por novidades sobre o coronavírus, o já consagrado CoronaNews);

– Victor, conta pra gente: que aplicativo é esse que os venezuelanos estão usando pra guardar dólar? E, é claro, fala também sobre esse PIBinho (ou PIBão negativo) do segundo trimestre de 2020 aqui no Brasil.

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Como os bancos digitais estão passando pela crise? – Live Terraço + Banco Inter

Toda crise é complicada, mas agora com os bancos digitais cada vez mais presentes e dados como alternativas aos bancões, fica a pergunta: como eles estão lidando com a crise? Os terraceiros Caio Augusto e Rachel de Sá conversam com Rafaela Vitória (Economista Chefe do Banco Inter) sobre esse e outros assuntos nesta live.

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CLUBE DE MERCADO FINANCEIRO (USP RIBEIRÃO PRETO) no TerraçoCast #192

Neste episódio especial, Caio Augusto recebe o pessoal do Clube de Mercado Financeiro da USP de Ribeirão Preto-SP. Participaram do episódio Julia Lopes (Vice Presidente e Diretora de Wealth Management) e Luciano Clemente (Diretor do CMF Executivo), sobre os seguintes assuntos:

– Julia, conta pros nossos ouvintes um pouco da história da entidade;

– Julia, qual o diferencial da entidade para os estudantes que decidem fazer parte dela?

– Luciano, quais projetos vocês desenvolvem que atingem a comunidade fora da USP? E qual o impacto gerado até agora por esses projetos?

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Editado por ATHELAS Soluções em Áudio para Podcasts

 

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PIX: o nome da revolução nos sistemas de pagamento

Um sistema de pagamentos pode ser definido como sendo o conjunto de procedimentos, regras, instrumentos e sistemas operacionais integrados com a função de transferir recursos do pagador para o recebedor e, a partir disso, encerrar uma obrigação.

O que é o PIX?
Quais as vantagens trazidas pelo PIX?
Como tenho acesso ao PIX?
Qual o preço do PIX?
Conclusão

Até o presente momento, os serviços de transferências eletrônicas de recursos mais comuns eram por meio de DOC ou de TED. Mas isso está prestes a mudar, e graças a um novo meio de pagamento que promete revolucionar o sistema de pagamentos brasileiro: o Pix.

O que é o PIX?

Talvez a pergunta mais correta fosse: “O que será o PIX?”. Porém, considerando o anúncio realizado pelo Banco Central (BC) desde fevereiro, além de toda a descrição disponibilizada pelo próprio BC, é possível dizer que o PIX já é uma realidade, apesar de que o seu lançamento está previsto ainda para novembro.

Logotipo Pix - powered by Banco Central

Acerca do PIX, uma realidade prestes a ser lançada (e extremamente aguardada), este consiste em um sistema de pagamentos que funcionará de maneira instantânea e digital, 24 horas por dia e 7 dias por semana. Os serviços do PIX estarão disponíveis em todos os dias do ano, não existindo mais a velha dor cabeça com os feriados ou fins de semana impedindo você de movimentar seu dinheiro.

As transferências com o PIX ocorrerão diretamente da conta do usuário pagador para a conta do usuário recebedor, dispensando a necessidade de intermediários. A dispensa de intermediários possibilitará a redução dos custos de transação.

Quais as vantagens trazidas pelo PIX?

Se o PIX fosse definido em apenas uma palavra, esta seria: Modernidade.

No caso de poder ser definido a partir de duas, estas seriam: Modernidade necessária.

Isso é devido a incrível dinâmica propiciada pelo atual mundo digital, que permitiu o surgimento de novas empresas, principalmente no setor financeiro. Como exemplo disso, temos a emergente importância das fintechs. Devido a essa dinâmica, novas necessidades precisam ser atendidas e é nessa lacuna que o PIX vem atuar, “revolucionando” o cenário atual.

O PIX aumentará a velocidade em que pagamentos/transferências são feitos e recebidos, estimulando a competitividade e a eficiência do mercado. Isso reduz os custos e eleva a segurança dos clientes. Além disso, é possível observar todo um movimento de inclusão financeira que facilitará a entrada de novas empresas no mercado, possibilitando a inovação e o criação de novos modelos de negócio.

Desse modo, o PIX consiste em uma modernidade necessária, uma verdadeira revolução nos meios de pagamento do Brasil. Basicamente porque a inovação que ele traz é permitir que você precise cada vez menos de andar com dinheiro, uma vez que as transações, tais quais fazemos com dinheiro, poderão acontecer a qualquer hora do dia.

Como tenho acesso ao PIX?

As diversas instituições financeiras – quase mil – que se colocaram como interessadas em participar dessa revolução, já estão disponibilizando os meios a seus clientes. No fim do dia, isso ocorrerá por meio de um cadastro de dados.

Pode soar estranho que tais instituições, que já têm nossos dados, peçam um novo cadastro. Mas provavelmente isso ocorre porque essa base para o PIX será nova, exclusiva e, o mais importante, rápida.

Qual o preço do PIX?

Segundo o Banco Central, a tecnologia que permite o PIX existir é bem mais barata que as anteriores. Tão barata que, segundo nossa autoridade monetária, a cada dez transações o custo será de um centavo, sendo que hoje uma TED, por exemplo, tem um custo médio de R$0,07. Apesar do custo baixo, não se sabe sobre a cobrança de taxas para esse tipo de transferência, isso ficará livre a cada instituição.

Em relação a tributação, o fantasma da CPMF segue rondando novamente e não podemos descartar que venha a virar realidade. Se esse for o caso, o custo de usar o PIX seria, então, esse novo “microimposto” somado a taxa definida pela instituição bancária.

Conclusão

O PIX representa um avanço importante por pelo menos três motivos: tem um potencial real de diminuir a demanda por papel moeda (essa que recentemente aumentou tanto que justificou a famigerada nota de R$200,00), permite que as pessoas não andem tanto assim com dinheiro físico e ainda coloca o sistema bancário em contato com a modernidade de poder transferir dinheiro com a mesma facilidade de enviar um e-mail (a qualquer dia e hora).

Aliás, cabe dizer que teria sido um golaço liberar a tecnologia durante o período de pandemia para reduzir a necessidade das pessoas de enfrentarem longas filas para sacarem o auxílio emergencial. Ainda assim, muitos elogios a essa medida do Banco Central, pois deve ajudar bastante os brasileiros.