PAPO DE VALOR no TerraçoCast #216

Neste episódio especial, Caio Augusto recebe Vivian Rodrigues, fundadora da empresa Papo de Valor, sobre finanças pessoais nos seguintes tópicos:

– Planejamento financeiro independe de renda, somos pouco educados quando o assunto é dinheiro aqui no Brasil (e possivelmente em boa parte do mundo também). Para quem nos ouve e gostaria de começar, quais você acha que deveriam ser os primeiros passos?

– Educação financeira envolve, além de cuidar do próprio dinheiro, evitar cair em armadilhas. Quando o assunto é investir (ou mesmo guardar em algum lugar seguro), que tipo de coisa a pessoa deve ficar de olho?

– Disciplina em torno da lida com o dinheiro é algo complicado, as pessoas acabam desistindo. Que dica você teria para dar para quem, tal qual aquela dieta que sempre começa na segunda e termina na quarta, gostaria de ser mais regrado quando o assunto são as finanças pessoais?

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RECADO DAS ELEIÇÕES MUNICIPAIS no TerraçoCast #215

Nesta edição, Caio Augusto recebe Victor Candido, Renata Kotscho Velloso e Rachel de Sá, sobre os seguintes assuntos:

– Victor, qual o recado trazido pelas eleições municipais do final de semana passado?

– Renata, apresenta aos nossos queridos ouvintes o Boletim Internacional!

– Rachel, tivemos recentemente assinado o maior acordo comercial regional do mundo, entre a China e outros 14 países. Como isso impacta o Brasil?

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A HORA DOS ECONOMISTAS no TerraçoCast #214

Neste episódio especial, Caio Augusto recebe o autor do livro Perigosas Pedaladas, João Villaverde, e o economista Guilherme Tinoco, para uma discussão sobre a entrevista-artigo a respeito da obra A Hora dos Economistas*, nos seguintes tópicos:

– João, qual a mensagem principal do livro? E para você, Guilherme?

– Para vocês, qual o papel dos economistas na sociedade? E qual a responsabilidade deles?

– João, como aconteceu o contato com o autor para que a entrevista fosse realizada? E Guilherme, o que você achou desse artigo-entrevista?

*Eis a entrevista-artigo: https://terracoeconomico.com.br/a-hora-dos-economistas/

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VACINA NÃO TEM DONO no TerraçoCast #213

Nesta edição, Caio Augusto recebe Renata Velloso, Rachel de Sá e Victor Candido, sobre os seguintes assuntos:

– Renata, apresenta aos nossos queridos ouvintes o Boletim Internacional!

– Rachel, o FMI avisou que o Brasil sai esse ano do grupo das dez maiores economias do mundo. O que isso significa?

– Victor, o braço financeiro da Alibaba, o Ant Financial Services Group, que estava pra ser o grande IPO (um dos maiores da história), de repente virou água. O que aconteceu?

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Vender reservas para reduzir a dívida: tem certeza disso?

Caso você, leitor, não acompanhe com frequência a coluna do Terraço Econômico aqui no Guia Financeiro, já começamos o artigo com uma informação importante: na economia, a questão mais delicada para 2021 será como o governo encaminhará suas contas públicas, dado que 2020, antes mesmo dos desembolsos extraordinários com a pandemia, já seria o sétimo seguido em déficit fiscal; no ano que vem uma parte considerável da dívida vence logo no primeiro quadrimestre e, mesmo quase entrando em dezembro, ainda temos muitas questões em aberto em relação a isso.

A chamada política de balão de ensaio que elegeu o governo ao consultar com a sociedade temas, confirmar aqueles que tinham boa resposta e dizer que “na verdade era só um teste” sobre os que tinham rejeição, precisaria urgentemente ser trocada por uma atitude altiva e crível diante dos problemas que enfrentaremos nos próximos meses.

O que temos até agora de ideias e planos?

Até agora temos um apontamento já no Congresso – a reforma administrativa, que como está em nada altera o presente. A reforma tributária, que teria um efeito mais direto sobre a eficiência da economia do que necessariamente sobre a arrecadação, fica no eterno adiar de “semana que vem”. Porém, nas falas recentes sobre ideias “fáceis de fazer” (mas que até agora ficamos apenas no aguardo da operacionalização), duas têm chamado a atenção: a de privatizar para reduzir a dívida e a de vender reservas internacionais visando o mesmo objetivo.

Sobre a primeira ideia já temos um direcionamento de que não deve acontecer tão cedo. Primeiramente porque não é automático que esse dinheiro arrecadado vá diretamente para a dívida, ele pode simplesmente ser realocado dentro do orçamento. Em segundo lugar, e talvez ainda mais relevante, porque a sequência infundada de promessas, tais quais “vamos arrecadar R$1 trilhão privatizando” ou mesmo a “vamos privatizar quatro empresas em 90 dias”, mostra que não há conhecimento real da atual equipe dos meandros envolvidos em qualquer processo de privatização ou das negociações envolvidas com o Congresso para que elas venham a ocorrer.

Ou, no mínimo, alguma sinalização mais real de qualquer processo do tipo já seria notoriamente conhecido.

Já a segunda passa por um efeito mais técnico, mas também importante de ser apresentado. Vender reservas para abater dívida não é a coisa mais simples, direta e trivial a se fazer.

Por que vender reservas para abater dívida é má ideia?

Há uma ideia, pelo menos marginalmente reforçada nesses discursos recentes do Ministro da Economia, de que as reservas internacionais estão lá, paradas, sem utilidade alguma e com uma possibilidade imensa de fazer muito pelo país. Algo como “o que estamos esperando para usar esse recurso que nos é disponível e fácil desse jeito?”.

Porém, não é tão simples assim. Dentre outros papéis, as reservas internacionais servem como uma sinalização de que se a moeda passar por algum ataque especulativo, há um colchão de segurança para que uma desvalorização da moeda nacional não ocorra. As reservas financeiras servem basicamente para três funções: ajuste, liquidez e confiança. Trata-se de uma segurança que países que a tem (como o Brasil) ficam muito menos vulneráveis do que países que quase não a tem (como Argentina e Turquia). Aliás, o Brasil já passou por crises cambiais na década de 80 e 90 sem reservas de dólar, e o resultado não foi nada bom…

Por outro lado, existe também um aspecto importante, que é a diferença entre fluxo e estoque.

Pensamos em um exemplo que aparecia de tempos em tempos quando da discussão da reforma da previdência: alguns alegavam que não haveria necessidade de fazer tal reforma uma vez que os grandes devedores do sistema tinham um montante maior a pagar do que o déficit que ocorria; porém, há aí um detalhe importante: o valor devido, ainda que fosse integralmente pago no tempo presente, só o seria feito uma vez, enquanto o déficit que aparece é estrutural; ou seja, as despesas seguiriam sendo maiores do que as receitas (e é esse o verdadeiro problema a ser combatido).

Trazendo a questão de fluxo e estoque para o caso de reservas internacionais e dívida pública, ainda que exista algum efeito direto de redução, o grande problema fiscal brasileiro é o desajuste estrutural das despesas. O Estado pega uma parcela cada vez maior do orçamento público e alívios de qualquer magnitude serão temporários se não levarem isso em consideração.

Há ainda a questão do que isso representa em termos do câmbio: dada a proteção que essas reservas oferecem em função de quaisquer choques que possam acontecer vindos de fora, a sinalização dada por uma redução de proteção (um estoque) para lidar com uma questão que já se arrasta há quase dez anos (e vem em fluxo) daria a entender claramente que não existem realmente grandes planos para lidar com a questão. Até porque, olhando com bastante cuidado, essa questão tem mais influência no câmbio do que em todas as outras – e, embora seja uma saída que já vem sendo utilizada nos últimos anos com certo sucesso, mira o descompasso do dólar e não da dívida.

São mecanismos diferentes e resultados também diferentes.

Sem querer jogar água fria em plena segunda-feira, mas…

O ano de 2021 terá a seguinte escolha diante das más notícias para o lado fiscal: ou o governo começará a contar que elas existem e tomará decisões que impactam no curto prazo ou fingirá que elas não estão presentes e tomará uma rasteira das mesmas.

Não há terceira via.

Pelo lado positivo temos que o diagnóstico existente hoje é apurado e a equipe econômica , ao menos o que ainda resta dela no governo, é razoavelmente bem técnica e preparada. Por outro, diagnóstico e vontade per se não bastam. A não ser que Jair Bolsonaro queira ser, neste último ano da década, um prolongar das medidas de “ajuste fiscal de fantasia” que vimos no segundo mandato de Dilma Rousseff.

Publicado no Blog da Guide Investimentos em 23/11/2020

Eleições 2020: política tradicional de volta

Se há uma marca das eleições de 2018 ela é: “vamos mudar isso daí”. Naquele ano, aparentemente ser parte da política tradicional era um fardo: quase uma condição suficiente para não ser eleito. Ser outsider era a palavra da vez – ainda que muitos, como o próprio presidente, apenas passaram essa imagem, porque no fundo já estavam no sistema há décadas. Foi a eleição do voto com raiva.

Eleições municipais são aquelas em que uma base é formada. Afinal de contas, o município é a esfera pública mais próxima do cidadão. As pessoas vivem nas cidades e é nelas que de maneira mais próxima podem avaliar os resultados de representantes de um determinado partido ou outro. Apesar de vivermos em uma verdadeira salada partidária em que ideologia é algo que não está evidente aos olhos do eleitor, é possível fazer a divisão entre partidos mais à direita, os da amálgama conhecida como centrão e os mais à esquerda.

O paralelo com 2018 é muito importante de ser feito porque nele uma ruptura sistêmica foi observadpela primeira vez desde a redemocratização, aparentemente a máquina eleitoral não fez diferença alguma. O latifundiário de espaços, Alckmin, teve menos de 5% e nem ao segundo turno foi, enquanto o supostamente nanico Bolsonaro, apenas com lives e aparições em redes sociais (e menos de dez segundos de tv) quase levou logo no primeiro turno.

Com ele, vieram governadores e deputados que, de última hora, abraçaram-no quase que incondicionalmente (nesta conta entram pelo menos Doria em SP, Zema em MG e Witzel no RJ). Isso sem falar na bancada do PSL, que de quase inexistente passou a ser a segunda maior, atrás apenas do PT.

O que será que se observou nas eleições municipais em 2020?

Muita conversa, pouco resultado: espaço perdido.

O “mudar isso daí”, que garantiu a eleição de Bolsonaro em 2018, foi mudando paulatinamente ao longo do tempo. Justiça isenta representada por Moro e economia liberal representada por Guedes, que eram as bandeiras principais, foram virando água.

Moro saiu e o fez denunciando interferência na Polícia Federal, o que ainda se apura. Guedes vê a parte técnica ficar cada vez mais enxuta e, diante de um problema fiscal monumental em 2021, fica num bater de cabeças em ideias simplistas e pouco eficazes como uma possível volta da CPMF (que ele chama de imposto digital) ou mesmo “privatizar para reduzir a dívida” (mesmo sequer tendo avançado algo nessa direção até então).

O eleitor vê tudo isso. A esperança misturada com raiva e vontade de mudar tudo na marra aos poucos foi se transformando num abaixar de poeira que permitiu visualizar a realidade. O presidente faz parte do sistema que tanto critica há 30 anos. E “descobriu” que precisa dele para governar – o que faz parte de uma mudança na base política que passou a incluir o centrão como parceiro desde o segundo trimestre desse ano.

É difícil elencar todos os motivos que levaram a configuração que encontramos na manhã desta segunda-feira (08h33min), mas é isso que se verifica: MDB conquistou 454 prefeituras, PSD levou 453, PP com 422, PSDB 356, DEM 313, PL 211 e PDT 205.

Veja que nestes sequer aparecem o PSL (partido que destoou fortemente em 2018), PT (tradicional partido de esquerda) e PSOL. Nas cem maiores cidades, PT e PSL sequer aparecem.

Quando olhamos para as capitais, há uma preponderância de MDB, PSDB e uma presença razoável do PSOL (que inclusive foi ao segundo turno no maior colégio eleitoral do país, que é São Paulo).

O que esperar do amanhã?

Importante ressaltar que por um lado a esfera municipal é a mais próxima do cidadão (portanto a que ele mais pode opinar sobre) e por outro há uma salada partidária em que não se pode cobrar muito a respeito de ideologia.

Porém, em termos gerais, três direcionamentos podemos tirar desse processo eleitoral:

  • O voto para “mudar tudo isso daí” perdeu força: especificamente candidatos apoiados por Jair Bolsonaro (que inclusive direcionou votos em suas lives semanais, o que apesar de ilegal deve passar ao largo de qualquer punição por parte do TSE) tiveram desempenho pífio, sendo talvez a maior derrota referente a Celso Russomano, em São Paulo (que liderava a corrida e derreteu até chegar a 10,5%, ficando em quarto lugar); importante lembrar inclusive que o presidente não tem partido hoje (não dá pra desconsiderar isso como tendo tido algum efeito também);
  • PT e PSOL trocaram de lugar: até a eleição passada o Partido dos Trabalhadores desempenhava liderança razoável na esquerda, mas o que aponta o resultado de ontem é que na verdade o PSOL deve assumir essa liderança (essencialmente a depender dos resultados em São Paulo, onde tem chances reais de conseguir uma vitória);
  • A política tradicional está de volta: seja pela ausência de resultados da suposta “quebra do sistema” que o governo federal prometeu (e até agora deixou a desejar) ou mesmo por um assentar de expectativas, o eleitor decidiu colocar em seu âmbito mais próximo representantes que dois anos atrás jamais estariam ali; a trilha do legislador mediano de partidos como PSD, MDB, e DEM (que ajudam a compor o famigerado centrão) foi retomada com sucesso.

Os ecos de mudança de 2018 passaram um recado explícito a quem está na política tradicional e, aparentemente, este recado foi entendido. A depender disso, caso o governo federal e demais representantes eleitos com a mesma aura almejam continuidade, é mais do que hora de deixar de encontrar problemas e encaminhar soluções.

Ou então não será surpreendente que esse resultado observado agora gere efeitos diretos em 2022.

Publicado no Blog da Guide Investimentos em 16/11/2020