CENTRISMO RADICAL no TerraçoCast #183

Nesta edição especial, Caio Augusto acompanhou Lucas Fávaro, do movimento político Centrismo Radical, sobre os seguintes temas:

– Como o movimento começou? O que os motivou?

– Apresenta pros nossos ouvintes quais são as pautas do movimento, o que move vocês e os une.

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B3 tirou a custódia do Tesouro Selic: o que muda para você?

Para além de todas as notícias que vão e vem do mundo da economia e política brasileira, uma bem positiva ocorreu na semana passada: a B3 decidiu tirar a taxa de custódia de 0,25%. O que isso muda para você como investidor?

Primeiramente é importante lembrar do nosso Guia sobre Tesouro Direto, que apresenta todas as informações necessárias para que você comece a ter esse tipo de investimento em sua carteira.

Mudou, mas não pra todo mundo

A taxa de custódia existe porque, no passado, a B3 tinha um custo para cuidar dos literais papéis que representavam a dívida pública. Embora hoje pareça um pouco antiquado, as dívidas pública e privada tinham literais comprovações físicas em papel que precisavam ter sua custódia realizada e, no caso, esse custo cobre isso.

A mudança sobre a taxa de custódia do Tesouro Direto se deu da seguinte maneira: para até R$10.000,00 investidos em Tesouro Selic, ela passará a ser zero e, para a diferença superior a isso, continuará sendo de 0,25% a. a. 

Com isso, que fique claro: apesar da notícia ser boa (já que beneficia 53% dos investidores do Tesouro Direto), poderia ser ainda melhor se abarcasse a todos, levando em conta todos os valores investidos (não apenas com limite de R$10.000,00) e todos os títulos (não somente o Tesouro Selic).

Em números, como fica a diferença?

Seguindo os dados atualizados para a data de publicação deste artigo, em que a Selic está em 2,25%, imaginemos três montantes investidos em Tesouro Selic: R$6.000,00, R$14.000,00 e R$22.000,00.

O primeiro montante, a partir de 01/08/2020, que é quando se inicia a mudança, deixará de ter incidência da taxa de custódia do B3. Portanto, incidirão sobre ele apenas o Imposto de Renda (decrescente conforme o tempo aplicado aumentar) e IOF (presente nos primeiros 30 dias).

Em relação ao segundo, a incidência da taxa de custódia ocorrerá apenas sobre a diferença entre o volume aplicado e R$10.000,00, ou seja: sobre o montante total estarão o Imposto de Renda decrescente e o IOF nos primeiros dias, mas sobre R$4.000,00 seguirão existindo os 0,25% anuais de taxa de custódia.

Tal qual o segundo, no terceiro caso teremos a mesma coisa: sobre a diferença entre o volume aplicado e R$10.000,00, o que neste caso representa o valor de R$12.000,00, teremos a taxa de custódia de 0,25% ao ano – e sobre o volume total aplicado teremos apenas o IR e o IOF.

Recomendamos novamente que você veja o Guia sobre Tesouro Direto para entender com maior precisão como funcionam essas taxas. E, afirmamos novamente: com a recente mudança, o que haverá de diferente será somente a taxa de custódia sobre valores no Tesouro Selic até R$10.000,00 – todos os outros apontamentos seguem verdadeiros.

O que isso muda para você?

Na prática, essa notícia é positiva para quem mantém total ou parcialmente sua Reserva de Emergência nos títulos do Tesouro Selic. Isso porque, com essa mudança, eles terão um custo menor e, consequentemente, um rendimento líquido maior.

Sempre válido lembrar que a reserva de emergência deve estar em recursos líquidos e de fácil acesso, priorizando mais isso do que necessariamente um retorno vigoroso, já que tais recursos, como bem diz o nome, devem estar ali para serem usados em emergências – e nessas situações não faz sentido que você tenha de acessar recursos não tão fáceis de transformar em dinheiro.

Fica a dica, B3!

Enquanto alguns dizem que “a renda fixa morreu”, fazemos aqui um apelo para um fato importante: a renda fixa segue tendo importância na carteira de todo investidor, basicamente porque ela fornece os mecanismos de amortecimento de impactos em períodos de forte volatilidade e, no fim das contas, acaba por reduzir assim o risco da carteira como um todo. Quando os mercados vão muito bem alguns se esquecem que correções podem ocorrer e, em termos de patrimônio, você pode se prejudicar se não tiver esse cuidado de manter parte dos seus investimentos em ambiente mais seguro.

Jamais saberemos se este artigo chegará a ser lido por alguém que possa tomar esse tipo de decisão na B3, mas, fica aí a dica: um meio muito interessante de atrair mais investidores no Tesouro Direto seria se livrar dessa taxa de custódia para sempre ou adaptar a uma nova realidade de juros.

Uma sugestão seria, tal qual ocorre com os rendimentos da poupança, que estão sujeitos a se alterarem conforme a Selic se reduz, colocar como condição que essa taxa deixe de existir em determinado patamar da taxa básica de juros e retorne em outro. Afinal de contas, uma coisa é ter 0,25% ao ano descontado de um investimento que esteja em dois dígitos (como tínhamos poucos anos atrás) e outra bem diferente é o ter num nível de juros reais (juros menos a inflação) próximos a zero.

Fica aí a sugestão para você que tem recursos em sua reserva de emergência nas proximidades deste nível: em tempos de Selic baixinha (e aproveitando a benesse até então apresentada), o Tesouro Selic volta a ser uma opção bastante viável.

 

Publicado no Blog da Guide Investimentos em 27/07/2020

A VACINA TÁ LOGO ALI no TerraçoCast #182

Nesta edição, Caio Augusto acompanha Victor Candido, Renata Velloso e Rachel de Sá sobre os seguintes assuntos:

– Victor, enfim chegou a “semana que vem” e o governo enviou a Reforma Tributária para o Congresso?

– Renata, apresente para nossos queridos ouvintes o Boletim Internacional (que, neste ano, é praticamente dominado por novidades sobre o coronavírus, o já consagrado CoronaNews);

– Rachel, e esse pacote de 750 bilhões de Euros recentemente aprovado? Conta um pouco sobre esse assunto que quase que escapou do radar (diante de tanta coisa que tem acontecido)

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Economia circular: por que importa? E onde nos levará?

Durante muitas décadas pós revolução industrial o capitalismo nos levou a crer que o ciclo de um produto seria basicamente a extração de seus insumos, a confecção ou industrialização, a venda e, ao final de sua vida útil, a transformação automática em lixo. É possível que o leitor esteja pensando: “mas não é exatamente isso que acontece até agora?”. Porém, essa realidade vem mudando.

E o motivo é economicamente justificável.

O que é economia circular?

Economia circular é aquela que leva em consideração a continuidade em ciclos dos processos de produção. Ou, de maneira mais direta, aquela que atribui valor ao que anteriormente era considerado resíduo, aproveitando-o no processo novamente ou mesmo criando novos ciclos que terão valor agregado suficiente para compensar justamente essa sua nova vida.

O conceito da economia circular vai muito além da mera questão ambiental. Fonte: gauchazh.

Parece um conceito distante e não relacionado a algo que você conheça mas, de acordo com a Confederação Nacional da Indústria em estudo de 2019, 76% das empresas adotam iniciativas de economia circular, mesmo que 70% delas não tenha conhecimento do que isso significa. Medidas que vão nessa direção incluem a otimização de processos, o uso de insumos circulares (novamente inseridos no processo produtivo), a recuperação de recursos e a extensão da vida de produtos.

Efeitos práticos da economia circular

Esse tipo de iniciativa ocorre por basicamente dois motivos. Em primeiro lugar, a demanda por produtos que geravam resíduos aumentou nas últimas décadas em 150%; o “tirar leite de pedra” fez com que as indústrias tenham passado atualmente a extrair 40% a mais de eficiência das matérias primas. Em segundo lugar e, umbilicalmente ligado ao primeiro, há o interesse pela reutilização ou “esticamento” do uso de matérias primas basicamente porque, diferentemente do que se pensava anteriormente, elas têm valor agregado. Podemos observar também um terceiro motivo: há certa preferência por parte do consumidor de produtos que levem em conta uma redução de resíduos gerados.

Análises realizadas pela União Europeia indicam que a adoção de medidas que vão na direção da economia circular possam incrementar até 7% do PIB do bloco europeu até 2030, sendo que podem ser economizados cerca de US$700 bilhões de recursos por ano apenas com a economia de recursos em setores como o de alimentos, têxteis, bebidas e embalagens.

Os números são vultosos e mostram como esse caminhar faz diferença.

Empresas que colocam em prática a economia circular

Vimos até então o que é a economia circular e como ela se traduz em benefícios econômicos para as cadeias produtivas. Vamos agora então para empresas que colocam esse conceito em prática.

Nespresso: a marca conhecida por seu café em cápsulas para públicos selecionados coloca em prática a economia circular através de gestão do café, do alumínio das cápsulas e de práticas sustentáveis diversas. Tem distribuídos pelo país mais de 100 pontos de coleta para reciclagem das cápsulas e coloca em seu site institucional quais as práticas de sustentabilidade adota em suas cadeias produtivas – conjunto chamado pela empresa de The Positive Cup. Segundo a empresa, seus três pilares são café de qualidade sustentável, clima e meio ambiente e reciclagem das cápsulas.

HP: a gigante das impressoras e cartuchos de tinta disponibiliza nacionalmente mais de 400 pontos de coleta para seus produtos que seriam descartados após o fim da vida útil. Há inserção de 100% do plástico reciclado em seus produtos atualmente. O maior desafio da empresa neste aspecto não é ter uma infraestrutura preparada para receber esse material, mas recebê-lo de fato: apenas 8% dos consumidores fazem essa devolução e, ainda assim, isso significava, ao menos em 2018, 45 toneladas de cartuchos reciclados todos os meses.

Braskem: a empresa dedica um espaço especial em seu site institucional para as práticas que adota e as metas que busca alcançar nos próximos anos neste aspecto. Abrindo em oito metas (na imagem a seguir), a ideia é direcionar de maneira mais assertiva possível a gestão dos resíduos plásticos e de toda a sua cadeia, objetivando a reciclagem, reutilização ou recuperação de 100% de suas embalagens até 2040.

Fonte: Braskem.

Como meus investimentos se relacionam com isso?

Vimos aqui que a tendência da economia circular é, além de ambientalmente correta, economicamente viável. Além disso, vimos também que muitas empresas já utilizam práticas deste campo e provavelmente nem sabem disso.

A gestão de resíduos é cada vez mais um negócio. Empresas de maior porte como os casos aqui apresentados conseguem verticalizar a atuação na direção de colocar suas cadeias produtivas na direção da economia circular. Porém, essa não é a realidade de todas as empresas.

Paradoxalmente, temos aqui uma boa notícia, não má. As empresas que não conseguem lidar com seus resíduos podem acabar, no fim das contas, gerando novas empresas especializadas em transformar o uso daquele resíduo. Um exemplo dos tantos possíveis de serem apresentados é o de uma empresa de móveis feitos com um polímero à base de casca de arroz. A ideia original foi de dar destinação mais adequada a este item em uma região que gera quantidade considerável deste – o Sul do Brasil.

A dica para seus investimentos é: esteja atento com a gestão de resíduos. Muitos negócios surgirão nos próximos anos com foco no que antes era considerado meramente um descarte de processos industriais. E, certamente, estarão aí incontáveis oportunidades de investimentos na economia real.

 

Publicado no Terraço Econômico em 23/07/2020

2020: ano atípico (e cheio de oportunidades) para investimentos – Live Terraço + Forpus Capital

2020 está sendo um ano completamente atípico. Nem o mais insano seria capaz de prever tudo que tivemos em termos de volatilidade e novidades para os mercados neste ano. Como você pode aproveitar oportunidades em meio a tudo isso?

Os terraceiros Caio Augusto e Victor Candido conversam nessa live sobre esse e outros assuntos com Luiz Nunes, Founding Partner da Forpus Capital.

 

Link para a transmissão no YouTube

 

Coleção Economistas: Nobel, o início de um projeto

Em 1968, para comemorar o seu 300º aniversário, Banco Nacional da Suécia criou o prêmio de Ciências Econômicas em memória de Alfred Nobel, que confere, anualmente, o prêmio de aproximadamente US$ 1 milhão para os vencedores. Popularmente conhecido como Prêmio Nobel de Economia, é o único dos prêmios (6 no total) que não foi criado pelo magnata sueco, mas, apesar disso, seu prestígio é indiscutível, tendo premiado economistas que tiveram grandes contribuições à evolução da ciência econômica.

O primeiro ano de premiação foi 1969 e, desde então, foi agraciado 51 vezes para 84 acadêmicos (podem ser premiados até 3 pesquisadores por edição). Na sua primeira edição, o prêmio ficou com a dupla de economistas europeus Jan Tinbergen (Holanda) e Ragnar Frisch (Noruega), que levaram o mérito pela contribuição na área dos modelos macroeconômicos.

Ao longo dos anos, foram premiadas pesquisas das mais variadas áreas e temas, moldando o modo de pensar e de pesquisar da profissão. Esse impacto ocorre anos antes da premiação (por vezes décadas), com a comunidade acadêmica digerindo e questionando as contribuições, sendo o Nobel a joia da coroa de tal processo.

Na edição mais recente até a abertura deste projeto, de 2019, o prêmio ficou com um trio de economistas: Abhijit Banerjee, Esther Duflo e Michael Kremer, que levaram o prêmio por seus trabalhos de abordagem experimental para ajudar no combate à pobreza global. Vale notar ainda que Esther Duflo, além de ser a segunda mulher agraciada com o Nobel de Economia, foi a mais nova a ganhar o prêmio na história do Nobel em Economia (46 anos).

Dada a importância do prêmio, estudar a pesquisa dos laureados passou a ser excelente forma de acompanhar a evolução da ciência econômica. Pensando nisso, e aproveitando o crescente interesse que a economia vem despertando na sociedade em geral, apresentamos o projeto Coleção Economistas: Nobel, que estamos lançando agora com muita satisfação aqui no site do Terraço Econômico.

O objetivo principal do projeto é fortalecer a disseminação de conhecimento da nossa tão amada Economia e o meio que encontramos para fazer isso foi através da divulgação das ideias dos premiados a cada ano. Buscamos alcançar um público amplo, que inclui desde estudantes, jornalistas até os próprios economistas, difundindo a importância e despertando o interesse para a pesquisa vencedora e para o premiado.

Para fazer isso, aproveitamos o processo de fortalecimento da comunidade de economistas nas redes sociais, observada nos últimos anos. Professores, estudantes e demais profissionais estão cada vez mais em contato, compartilhando conhecimento. Por isso, convidamos economistas em diferentes estágios da carreira para fazer a colaboração.

Desde promissores estudantes de graduação, passando por talentosos mestrandos e doutorandos, até chegar a profissionais da mais alta qualidade, seja na academia ou fora dela, teremos aqui nesta coluna contribuições das mais diversas, o que enriquece o trabalho e reforça o laço entre economistas do país. Isso é particularmente importante no momento atual, onde precisaremos cada vez mais buscar convergências para que o país implemente reformas e políticas públicas bem desenhadas com o objetivo de finalmente alcançarmos o desenvolvimento que nos permita não ter mais décadas perdidas, mas sim décadas de crescimento econômico, redução da pobreza e desigualdades e melhoria das oportunidades para a população brasileira.

Vamos, portanto, ao que interessa: os textos começarão a ser publicados no dia 21/07, na ordem cronológica, sendo que todas as publicações ocorrerão nas terças e quintas. Haverá algumas surpresas ao longo do caminho e temos certeza de que os leitores irão apreciar. Agradecemos imensamente aos colaboradores, que investiram seu tempo para entregar textos excepcionais, e ao apoio fundamental do Terraço Econômico. Espero que gostem!

Organizadores: Guilherme Tinoco, Caio Augusto, Arthur Lula, Lucas Iten, Gabriel Brasil e Cláudio Lucinda

 

Publicado no Terraço Econômico em 15/07/2020

BOLSA DESCOLADA DA ECONOMIA REAL no TerraçoCast #181

Nesta edição, Caio Augusto acompanha Rachel de Sá, Renata Velloso e Victor Candido sobre os seguintes assuntos:

– Rachel, com os dados da PMC (que animou), do IBC-Br (que desanimou) e da PMS (que deixou a água do balde ainda mais gelada), o que podemos dizer até agora sobre os dados da economia com o coronavírus?

– Renata, apresente para nossos queridos ouvintes o Boletim Internacional (que, neste ano, é praticamente dominado por novidades sobre o coronavírus, o já consagrado CoronaNews);

– Victor, dado que a economia real desaba e a bolsa segue subindo, temos que as bolsas estão descoladas da economia real?

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Para onde vai o fiscal no pós pandemia? – Live Terraço + IFI

A grande pergunta do atual momento no que diz respeito ao caminhar de despesas e receitas públicas no Brasil é: será que as despesas extraordinárias da PEC do Orçamento de Guerra se restringirão ao período da pandemia ou serão prorrogadas por mais tempo?

Nesta live, Caio Augusto e Victor Candido recebem Felipe Salto (Diretor Executivo da Instituição Fiscal Independente) para discutir estes e outros aspectos a respeito dos rumos do lado fiscal brasileiro no pós pandemia.

 

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