O economista Caio Augusto, do Terraço Econômico, comentou sobre as negociações e avanços do pacote de estímulos, nos Estados Unidos, e como isso pode impactar o mercado financeiro. Também citou as eleições americanas e falou sobre o acordo que o governo tenta com o Senado para votar a autonomia do Banco Central. Tudo que você precisa saber na hora de investir, você encontra aqui, na BM&C News! Siga nas redes sociais: INSTAGRAM: https://www.instagram.com/bmc.news/ TWITTER: https://twitter.com/bmcnewstv LINKEDIN: https://www.linkedin.com/company/bmcn… FACEBOOK: https://www.fb.com/bmcnewstv TELEGRAM: https://t.me/bmcnews
IMPOSTO SOBRE EMPRESAS DIGITAIS É CPMF? no TerraçoCast #205
Nesta edição, Caio Augusto recebe Rachel de Sá, Renata Velloso e Victor Candido, sobre os seguintes assuntos:
– Rachel, em reportagem recente do The Wall Street Journal levantou-se que o mundo deve ficar US$100 bilhões mais caro* devido a guerra comercial EUA-China e a tributação de serviços digitais. Que tributação é essa?
– Renata, apresente o Boletim Internacional desta semana!
– Victor, conta pros nossos ouvintes sobre o campo de pesquisa econômica que levou o Nobel de Economia 2020.
*Este é o artigo do The Wall Street Journal: https://www.wsj.com/articles/global-companies-are-caught-between-new-taxes-and-a-trade-war-11602523401?mod=lead_feature_below_a_pos1
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Melhor presente de dia das crianças: educação financeira
Neste 12 de outubro tivemos mais um Dia Das Crianças. Caso você nunca tenha pensado sobre, este é mais um dia instituído no Brasil por força de lei – ocorreu em 1924, durante o governo do presidente Arthur Bernardes. Porém, a data se tornou popular no Brasil quando, a partir de 1960, a Johnson&Johnson se associou a marca de brinquedos Estrela para criar uma ação comemorativa nesta semana para dar tração à venda de produtos para crianças na data já existente.
Outra curiosidade que talvez você não saiba é que, apesar de comemorado em mais de 100 países ao redor do mundo, a data não é unificada. Na verdade, lá fora a data mais comum é o dia 20 de novembro, quando, em 1959, a UNICEF publicou a Declaração dos Direitos das Crianças.
Enfim, independente do dia, aproveitamos a ocasião para falar sobre um assunto interessante, uma semente que pode render bons frutos no futuro. O que você deu de dia das crianças para a criança mais próxima (seu filho, sobrinho, afilhado) neste ano? Uma lembrancinha? Um bolo? Uma mensagem? Passou o dia junto? Aqui você vai descobrir que tem uma coisa que você pode ensinar, com o tempo, que vai ser mais perene do que qualquer atitude ou presente dado: educação financeira.
Sementes hoje, árvores amanhã
Tendemos a acreditar que o melhor modo de agradar uma criança neste dia é dando a ela um brinquedo ou algo especial para que ela se lembre da data. Isso pode ser sim verdadeiro, e não estamos aqui tentando te fazer virar o pai/tio/padrinho “mão de vaca” que não dá nada nessa data porque quer “passar uma mensagem”. Mas, sim, que tal adicionar junto a isso um conhecimento que pode mudar a vida daquela criança?
Este conhecimento é a educação financeira. Falar de dinheiro com crianças permite que elas se tornem adultos mais responsáveis com uma das coisas que menos costumam ser. E, no fim das contas, essa irresponsabilidade média se dá geralmente pela ignorância de não terem tido tais sementes plantadas, justamente, quando eram crianças – segundo pesquisa recente, essa é a situação de 79% dos brasileiros.
Como fazer isso? Um meio é inserir o assunto de um modo lúdico, em um jogo. Para citar um exemplo, há o jogo Descobrindo o Valor das Coisas, numa parceria entre o educador financeiro Gustavo Cerbasi e Maurício de Sousa que transformaram um assunto geralmente tão áspero em algo divertido. E, caso você não tenha tido contato com finanças pessoais, pode conferir em artigos aqui deste blog sobre o que é educação financeira e também sobre como passar essa mensagem adiante para crianças.
Importante apontar que educação financeira não é apenas o básico de saber quanto se ganha, mensurar quanto se gasta e ver o que pode ser feito com o que sobra, mas também envolve tópicos mais avançados como não cair em pirâmides financeiras, essas que de tempos em tempos seduzem tantos adultos.
Você ou o governo: alguém pode começar
Você já deve ter ouvido sobre aquela velha diferença entre brasileiros e americanos quando têm filhos: por aqui, quando muito, abre-se uma poupança, enquanto no Tio Sam são compradas algumas ações para quando o filho for para a faculdade. Recentemente inclusive um artigo da renomada revista de finanças Barron’s colocou essa questão de maneira ainda mais direta: o que você dá a uma criança deve estar no nome dela, não só por efeitos fiscais (os impostos sendo pagos por quem detém os ativos) como também pelo aspecto da responsabilidade (a ação é da criança, não sua).
Por aqui, até bem recentemente, o mais sofisticado que se tinha para fazer nesse departamento era comprar títulos do Tesouro Direto. Isso ocorria basicamente em função da nossa taxa de juros historicamente alta que faz com que, ao longo de uma janela ampla de tempo, o CDI supere a renda variável. Este hábito pode estar adormecido em função da Selic baixinha, mas segue sendo salutar.
Tal qual a previdência, geralmente há um questionamento feito sobre quando se deveria iniciar este processo de falar sobre dinheiro e prover um “pé de meia” para a geração que suceder a atual. Pensando justamente nisso, que na economia chamamos de desconto hiperbólico (onde os benefícios são tão distantes que parecem não superar os custos de curto prazo), temos um exemplo do Reino Unido de programa que pensa nisso, os Child Trust Funds: criado em setembro de 2002 envolve um investimento que o governo fazia para incentivar os pais a fazerem o mesmo e cujos resultados só poderiam ser acessados quando as crianças fizessem 18 anos – o que ocorre neste ano e liberará entre 1500 e 70.000 libras por pessoa, a depender do quanto se investiu no período.
Mude o futuro de uma criança hoje
A trajetória de educação financeira para crianças não é trivial e, sim, depende dos pais terem tido um mínimo acesso a isso, para saberem o que estão transmitindo. Mas uma coisa é fato: um presente de dia das crianças que envolva algo tão de longo prazo quanto isso certamente contribuirá muito positivamente para o adulto do amanhã.
Se você já faz isso pela criança mais próxima que tem, nossos parabéns! Se não o faz, que tal começar?
COMUNICAÇÃO E A POLÍTICA no TerraçoCast #204
Nesse episódio especial, Caio Augusto recebe Nara Borges, Relações Públicas com mais de 15 anos de experiência em comunicação em marketing, Chefe de Gabinete do Deputado Estadual Daniel José (Partido NOVO – SP) e mestranda em Política e Comunicação Contemporânea pela Cásper Líbero, sobre os seguintes temas:
– Nara, de uma maneira ampla, fale aos nossos ouvintes a respeito da importância da comunicação na política e como isso tem se alterado com a inserção maior das redes sociais em nossas vidas;
– Conte aos nossos ouvintes sobre como a comunicação importa quando estamos falando da democracia, de quão frágil ou robusta é uma democracia quando olhamos por essa ótica;
– Com as eleições municipais se aproximando, o que nossos ouvintes deveriam ficar ligados quando forem escolher os candidatos para votar?
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DÓLAR VAI DERRETER? no TerraçoCast #203
Nesta edição, Caio Augusto acompanha Victor Candido, Renata Velloso e Rachel de Sá, sobre os seguintes assuntos:
– Victor, em artigo recente para o Financial Times* um analista de Yale e que já esteve no Morgan Stanley apontou que o dólar pode deixar de ser a moeda mais poderosa do mundo até o fim de 2021; o que você acha sobre isso?
– Renata, apresente o Boletim Internacional desta semana!
– Rachel, atualize nossos queridos ouvintes sobre duas novelas: a do Brexit (que andava meio sumida mas os ouvintes mais raiz sabem qual é) e a O Brasil e o Fiscal.
*Este é o artigo do Financial Times: https://www.ft.com/content/46b1a230-8c6c-4feb-b617-21a520cc201b
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ALEXANDRE SCHWARTSMAN no TerraçoCast #202
Neste episódio especial, Caio Augusto recebe Alexandre Schwartsman, ex Diretor de Assuntos Internacionais do Banco Central, colunista do InfoMoney, da consultoria econômica Schwartsman & Associados e dono do blog maovisivel.blogspot.com , sobre os seguintes assuntos:
– Alex, a recuperação pós pandemia será um “agora vai” ou devemos nos frustrar novamente quanto compararmos o Focus de janeiro com o dezembro?
– Embora 2022 já tenha dado todos os sinais de que tenha começado, 2021 será um ano de intervalo entre duas eleições e dará espaço para uma reforma administrativa. Dado que o governo entregou algo bem tímido, dá pra ter alguma esperança vinda do Congresso? E, se vier, o que deveria vir pra fazer essa reforma fazer mais sentido?
– Em 2016 você esteve em um Roda Viva que já foi citado algumas vezes aqui neste podcast, discutindo os desafios do governo Temer. De lá até agora, o que em sua visão foram grandes acertos? E, daqui em diante, que tipo de grandes ineficiências deveríamos atacar primeiro para que o país da próxima geração seja melhor que o que vemos hoje?
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Política econômica de balão de ensaio: até onde vai?
Vem aí o Renda Brasil. Não, não se fala mais em Renda Brasil. Vem aí o Renda Cidadã, que será custeado com o adiar de pagamento de precatórios. Isso de adiar precatórios é má ideia, deixemos pra lá. Não, espera, vai ter precatório sim…
Esse imbróglio mais recente a respeito de um programa de renda mínima que venha a substituir o Bolsa Família é só o episódio mais recente de um modus operandi que, se funcionou com sucesso no período eleitoral, hoje coloca em dúvida a credibilidade do que é anunciado pelo governo.
Chamemos aqui de “política econômica de balão de ensaio” todos os momentos em que anúncios de novas medidas econômicas ficam literalmente ao sabor das opiniões emitidas por diversos agentes após elas serem divulgadas. Dependendo da opinião majoritária, essa política prossegue ou é sumariamente abandonada.
O lado bom: ouvem-se opiniões
Em relação ao atual governo, de tempos em tempos vemos por aí uma discussão: ele é capaz de aceitar críticas ou apenas segue adiante com suas ideias independente dessas opiniões alheias? No caso da política econômica, aparentemente temos o primeiro caso: ouve-se um bocado quem analisa as medidas econômicas assim que são divulgadas.
Sob a égide de “mudar isso daí”, frase tantas vezes ditas quando então candidato e pelo agora presidente (e pré candidato em 2022, claramente) Bolsonaro, os dois pilares do que seriam a tal grande mudança que o Brasil poderia esperar seriam Sérgio Moro e Paulo Guedes, respectivamente os “Super Ministros” da Justiça e da Economia. O primeiro saiu, o segundo agarrou-se ao estilo de governar.
Moro, ao sair, deu entrevista em que colocava sob as luzes do escrutínio midiático um fato: o presidente é quem acabava por decidir as coisas no fim do dia. Não que isso não fosse de sua alçada ou possibilidade, mas isso se distanciava do que fora prometido em período eleitoral. Já Guedes, como grande fiador da economia, sempre teve como apontamento ser aquele que tem a palavra final sobre os rumos da economia.
E o que mais tem feito aquele que tem o poder de decisão sobre as medidas econômicas? Ouvir bastante o que dizem sobre elas logo que anunciadas.
Temos aqui um lado positivo: especialistas e analistas da economia podem apontar direcionamentos sobre o quê das políticas apontadas faz sentido e quais coisas poderiam ser alteradas para que as mudanças fossem mais relevantes.
O lado ruim: qual é o plano?
Se por um lado é positivo que o governo seja aberto para ouvir, por outro podemos questionar sobre a existência ou não de planos reais que possam gerar mudanças impactantes. Ou mesmo se o diagnóstico da realidade faz algum sentido na prática.
Voltemos algumas casas para discutir brevemente o modo como o governo enxerga a realidade. Entre 2018 (antes mesmo de entrar) e 2020, três grandes promessas foram colocadas na mesa: zerar o déficit orçamentário em 2019, arrecadar R$1 tri vendendo imóveis e outro R$1 tri vendendo empresas estatais. Planos ambiciosos que jogam as expectativas para cima, mas trazem junto o questionamento: e como isso será feito?
Para além dessas três promessas e de outras mais recentes, como a de realizar quatro grandes privatizações em 90 dias (que inclusive venceu em prazo nesse fim de semana sem sequer sabermos quais seriam), a equipe econômica do atual governo parece jogar um jogo perigoso de deixar para a opinião geral o que deveria ser feito, no lugar de propor caminhos.
Um adicional de periculosidade nessa equação toda é o fato de que as próprias áreas internas do governo que são responsáveis por esses direcionamentos econômicos parecem estar em pé de guerra: Guedes e Marinho, por exemplo, se estranharam recentemente nessa questão de ter ou não precatórios como fonte de financiamento do Renda Cidadã, assim como já tivemos (e possivelmente ainda temos) rusgas entre Guedes e Maia.
O cavalo está indo embora selado, de novo
O governo praticamente não tem oposição, tem de fato uma equipe econômica competente – ao menos a que não saiu dele – e está diante de 2021, um ano intervalado de eleições que permite um mundo de possibilidades positivas em termos de reformas. Ao mesmo tempo, coloca sobre a mesa propostas que encaminham soluções muito tímidas e, ainda assim, quando questionadas, acabam virando “não foi bem isso que quisemos dizer”.
A oportunidade de fazer mudanças e entrar para a história como um governo que realmente conseguiu transformar o país vai escapando como areia das mãos a cada dia que se passa e a cada nova justificativa pouco plausível para o não alcançar de resultados.
Ficam aqui dois questionamentos: até quando vai a política econômica de balão de ensaio? E será que, mesmo diante de um cenário incrivelmente favorável, deixaremos a oportunidade de gerar reais mudanças passar mais uma vez?
A cada nova promessa aparentemente impossível de cumprir, a distância entre o que se fala e o que se cumpre coloca cada vez mais em cheque toda a política econômica. Se a confiança é cada vez menor, não terá sido por falta de aviso caso ela chegue definitivamente a zerar.
PRECATÓRIO OU NÃO, EIS A QUESTÃO no TerraçoCast #201
Nesta edição, Caio Augusto acompanha Rachel de Sá, Renata Velloso e Victor Candido sobre os seguintes assuntos:
– Rachel, explica pros nossos queridos ouvintes esse imbróglio todo de precatórios, FUNDEB, Renda Cidadã (até quando será que vai?) e o porquê disso tudo ter sido visto com péssimos olhos pelo mercado;
– Renata, apresente o Boletim Internacional desta semana!
– Victor, recentemente a The Economist* trouxe à luz algo que não surpreende, embora entristeça: a coronacrise aumentará tanto a pobreza quanto a desigualdade no mundo. Fale sobre este tópico!
*Esta é a matéria da The Economist https://www.economist.com/leaders/2020/09/26/covid-19-has-reversed-years-of-gains-in-the-war-on-poverty
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LÉO MONASTÉRIO no TerraçoCast #200
Chegamos ao 200! Muito obrigado a você! E continue conosco, porque isso tudo é só o começo!
Neste episódio especial, Caio Augusto recebe Léo Monastério, Coordenador de Ciência de Dados da ENAP e professor de Mestrado em Economia do IDP (além de criador de uma regra indispensável para a vida nas redes), sobre os seguintes assuntos:
– Léo, você tem um livro que trata sobre a experiência universitária e como sobreviver a ela. Qual sua maior dica para quem está ouvindo e está na graduação?
– Em tempos de muitos debates inúteis e alongados, explique aos nossos queridos ouvintes a famigerada Regra dos Dois Desvios (também conhecida como Lei de Léo Monastério);
– Sobre a área acadêmica, da pesquisa em economia no Brasil, como é possível colocar o que se produz mais em contato com a realidade?
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